domingo, 29 de abril de 2012 0 comentários

Módulo III - Semana 2 - Vídeo-aula 6: Direito Internacional e EDH

Direito Internacional:

  • Direito à nacionalidade
  • Conflitos de"leis" de nacionalidade para as políticas adotadas para a nacionalidade de cada um pode tornar um cidadão apátrida. 
  • 2ª Guerra Mundial - foi impulsionada com uma operação do direito, o estado nazista começou com uma campanha de nacionalização e apresentou critérios para determinar quem era e alemão e quem não era alemão, dentre eles estava definido que quem fosse "judeu" não era alemão e os judeus perderam sua nacionalidade alemã. Perdendo essa nacionalidade eles deixaram de possuir uma nacionalidade e perderam o direito de proteção do próprio estado.
"A CIDADANIA É O DIREITO A TER DIREITOS"
 [Hannah Arendet]








  • A resposta jurídica à essa realidade da 2ª Guerra Mundial foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos
  • Artigo I.Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. (0s direitos são garantidos ao ser humano a partir do seu nascimento)
  • Princípio do sistema de proteção da DH é o de proteção, o ser humano não pode deixar em hipótese alguma de ter os seus direitos.
Educação em Direitos Humanos:
  • Responsabilidade da educação é dar vida cotidiana à Declaração dos Direitos Humanos 
  • A pessoa é sujeito por causa do direito e sujeito de direito
  • O DH deve fazer parte da atividade pedagógica do professor.
  • O professor deve olhar para cada estudante de seu ambiente pedagógico de forma a considerá-lo em sua especificidade e singularidade.
  • Após a DDH surgiram diversas declarações e convenções para garantir os direitos específicos de diferentes grupos.
  • Uma das convenções mais atuais é a dos direitos das pessoas com deficiência.
  • Cada pessoa na sua especificidade vai ter direitos diversos.
Ao assistir essa vídeo-aula lembrei-me da Declaração de Salamanca que é uma resolução das Nações Unidas que trata dos princípios, política e prática em educaçãoA sua origem é atribuída aos movimentos em favor dos DH. 

Abaixo, seguem vídeos que ilustram a Declaração de Salamanca: (fonte www.youtube.com)

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Módulo III - Semana 2 - Vídeo-aula 5: Entrevista com Prof. Solon Viola sobre representação social do DH no Brasil


Profº Solon Viola

Considero importante destacar alguns conceitos relatados pelo Profº Solon que elucidam o trabalho com DH em nossas práticas pedagógicas cotidianas, bem como em nosso compreensão de DH na sociedade brasileira e seus impactos diretos na escola. Abaixo destaco os pontos que considerei mais importantes e elucidativos para mim:
  1. Representação social dos DH na sociedade brasileira: 
    A representação social dos direitos humanos na sociedade brasileira ainda é muito recente e não se enraizaram. No Brasil os DH surgiram acompanhados de um contraponto, surgiram com a necessidade de lutar contra a ditadura, porém a grande mídia colocou os direitos humanos como defesa de bandido, de subversivo ou de terrorista, através de uma visão histórica, restrita e preconceituosa.
  2. O papel da educação na mudança dessa cultura:
    "A EDUCAÇÃO É UM CAMINHO, UM PROJETO PEDAGÓGICO NO QUAL OS EDUCANDO SEJAM TRATADOS COMO SERES HUMANOS DESDE A MAIS TENRA IDADE E DESDE O SETOR SOCIAL MAIS SIMPLES, QUE SE SAIBAM SUJEITOS DE DIREITOS DE CONDIÇÃO, DE DIGNIDADE QUE A HUMANIDADE PRECISA TER."
    Para a quebra desse paradigma é preciso que os saberes dos educandos tenham o mesmo valor que os saberes dos professores, nessa perspectiva é preciso também que os saberes cotidianos sejam tão importantes quanto os saberes formais, tanto nas escolas de educação básica, quanto nas universidades.
    Essas perspectivas exigem uma nova construção democrática no qual a escola esteja aberta como espaço de diálogo entre todos os "atores" sociais envolvidos no processo educativo.
    É preciso que o aluno se perceba como sujeito de direitos e de construtor desses direitos.
  3. O papel da escola na educação em DH:
    A escola precisa entender que o seu aluno é um ser humano, um ser que tem direitos e que existem conteúdos específicos de DH e a relação dos alunos com estes conteúdos, ou seja, os alunos precisam conhecer esses direitos, e a partir do conhecimento desses direitos esses alunos precisam saber conhecer esses direitos, precisa exercitar e vivenciar estes direitos. Para que isto tudo se efetive a escola precisa se aproximar do seu lugar, da sua coletividade, e ainda mais, agir junto a ela, através da prestação de um serviço significativo para toda a comunidade escolar (incluindo seu entorno). De que forma? Conhecendo, pensando e problematizando os direitos humanos partindo da realidade dos estudantes e da comunidade.
Para finalizar, ilustro com um trecho de entrevista dada pelo Profº Solon para o Repórter Social para o Fórum de entidades nacionais de Direitos Humanos em 02 de março de 2007: 
Qual a principal dificuldade para a implementação de uma educação em direitos humanos?
Viola - Nós não temos uma cultura de direitos humanos na América Latina e no Brasil. E, como não a temos, fica difícil construir um movimento pedagógico sobre essa cultura. Precisamos tornar os direitos humanos conhecidos e parte da discussão do cotidiano. A mídia é um bom recurso para isso. Que, por exemplo, a crítica ao direito humano como defensor do bandido venha a ser respondida com a luta pela garantia da vida. Afinal é disso que tratam os direitos humanos: a defesa da vida. E não só a do bandido, mas a da comunidade que sofre com a ação do bandido, e a da comunidade de segurança que precisa enfrentar o bandido. É a defesa da vida que preside a questão dos direitos humanos.
 
As teorias pedagógicas já não deveriam ter incorporado tudo isso, já que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é de 1948?
Viola - A compreensão dos direitos humanos na teoria pedagógica está presente desde antes da Declaração. A questão é que normalmente não a chamamos assim. Quando Paulo Freire falava em emancipação, em dialogicidade na relação professor-aluno, estava defendendo claramente um princípio dos direitos humanos. E se você recuar no tempo, aqui no Brasil mesmo, Anísio Teixeira, que é anterior à Declaração, caminhava nessa direção. Se você for a pedagogos europeus, vai encontrar questões equivalentes na Espanha, na Itália. Em plena guerra, Maria Montessori falava de uma educação especial para alunos especiais. Ela estava falando de questões que fundamentam os direitos humanos. E se você recuar no tempo, no pensamento de Comenius, no de Jean-Jacques Rosseau você encontra fundamentos dos direitos humanos.
 
fonte: Repórter Social
segunda-feira, 9 de abril de 2012 0 comentários

Módulo III - Semana 1 - Vídeo-aula 4: Os Estudos Culturais e a convivência democrática


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Módulo III - Semana 1 - Vídeo-aula 3: A globalização e o impacto sobre as culturas




segunda-feira, 2 de abril de 2012 0 comentários

Módulo III - Semana 1 - Vídeo-aula 2: DH na América Latina e no Brasil

"É preciso repensar a pedagogia, é preciso que o professor entenda que o seu aluno tem saberes, e que o saber do aluno respeitado pelo professor, pode ser um encontro dialogal, no qual alunos e professores em conjunto se descubram sujeitos de direitos. E a partir daí possam construir uma cidadania de participação que garanta que nunca mais aconteçam os crimes que a sociedade brasileira e a sociedade latino-americana viveu ao longo nos anos 60 e 70."
Professor Solon Viola - Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos


Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré (1968)

Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
ainda fazem da flor seu mais forte refrão
e acreditam nas flores vencendo o canhão

Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam a antiga lição
de morrer pela pátria e viver sem razão

Nas escolas, nas ruas, campos construções 
Somos todos soldados armados ou não 
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não 

Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição 
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Módulo III - Semana 1 - Vídeo-aula 1: Contexto histórico dos Direitos Humanos


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 0 comentários

Módulo II - Semana 7 - Vídeo Aula 28: Depressão na infância e adolescencia

Prevalência:

  • Crianças pré-escolares: 1%
  • Crianças em idade escolar: 2 - 4%
  • Adolescentes: 5 - 8%
  • Na infância ocorre em meninos e meninas
  • Na adolescência é mais comum nas meninas
Possíveis causas e fatores de risco:
  • Biológicas
  • Psicológicas
  • Sócio-culturais
  • Histórico familiar de depressão
  • Sexo feminino
  • Acontecimentos estressantes
  • Dependência de drogas
  • Violência doméstica
  • Elevada exigência acadêmica
Sintomas e casa e na escola:
  • Tristeza
  • Falta de motivação
  • Solidão
  • Humor deprimido
  • Mudanças de comportamento súbitas (explosões de raiva ou brigas)
  • Mudança de peso e/ou de apetite
  • Dificuldade em divertir-se
  • Tédio
  • Preferência por atividades solitárias
  • Desconfortos físicos
  • Ideias e planejamentos suicidas
  • Sentimentos de culpa
  • Choro excessivo
  • Queda de rendimento escolar
  • Falta de concentração
  • Perda de interesse pelas atividades escolares
  • Falta de motivação
  • Pensamento lentificado
  • Isolamento na sala de aula e intervalo
  • Dificuldades no processo cognitivo
Tratamentos:
  • Medicação
  • Psicoterapia
  • Suporte familiar
  • Psicoeducação
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Módulo II - Semana 7 - Vídeo Aula 27: Stress e ansiedade na infância e na adolescência

Stress Infantil
Atualmente as crianças enfrentam diversos momentos de stress ainda nos primeiros anos de vida, essas situações podem ser acidentes, doenças, hospitalização, nascimento de irmãos, mudanças de casa ou escola)
Uma mesma situação pode ou não ser estressante para diferentes crianças, vai depender do seu estágio de desenvolvimento emocional. Podem haver crianças invulneráveis às tensões da vida e outras muito vulneráveis e isso vai determinar sua resistência às tensões da vida adulta.

Os fatores que causam o stress infantil podem ser internos ou externos. Vejamos:


Fatores Internos:
  • Características de personalidade
  • Pensamentos e atitudes diante das situações da vida diária
  • A forma como ela se vê e como vê o mundo a sua volta
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Desejo de agradar
  • Medo do fracasso
  • Preocupação com mudanças físicas
  • Dúvidas quanto a sua capacidade
  • Entre outras

Fatores Externos:
  • Mais responsabilidades
  • Atividades em excesso
  • Brigas ou separação dos pais
  • Perdas
  • Educação confusa dos pais
  • Nascimento do irmão
  • Doenças e hospitalização
  • Troca de professor ou escola
  • Pais ou professores estressados
  • Medo de pai alcoólatra
  • Doenças dos pais ou na família
Consequências quando não tratados:
  • Asma
  • Úlcera
  • Alergias
  • Distúrbios dermatológicos
  • Diarreia
  • Tiques nervosos
  • Dores abdominais
  • Resistência reduzida 
  • Hipertensão arterial
  • Obesidade
  • Bronquite
Papel do professor:
  • Conhecer e conversar com seus alunos
  • Motivar os alunos para a escola e para as aulas
  • Incentivá-los a fazerem perguntas
  • Escultá-los sem críticas ou julgamentos
  • Promover autoconfiança
  • Respeitar o ritmo de cada aluno
  • Promover atividades em grupo
  • Promover atividades calmas
  • O professor é modelo
  • Não envolver sua vida pessoal com a profissional, evitando passar isso para os alunos
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Módulo II - Semana 7 - Vídeo-aula 26 : Uh-Batuk-Êre: Uma ação de comunidade

Site do Projeto Uh-Batuk-Êre


A vídeo-aula que do Professor Edson Azevedo nos fez refletir muito em nossas práticas como educadores atuantes na escola pública. Muitas vezes ouvimos de colegas que em comunidades problemáticas o fracasso escolar e de vida dos alunos é certo, mas projetos como este mostram-nos que devemos continuar acreditando em uma educação comunitária para e por uma formação digna, democrática e transformadora.
É impressionante e admirável a atuação destes professores nesta comunidade em que a realidade é muito parecida com a comunidade em que trabalho, e esta vídeo veio como mais uma motivação para que possamos continuar lutando por eles e acreditando nos nossos alunos.
O relato de resgate dos valores da diversidade cultural, da auto-estima dos alunos, da participação de toda a comunidade através dos fóruns escolares, as oficinas de artesanato e oralidade, as trilhas culturais e de observação, ultrapassaram os limites dos muros da escola e reforçaram o diálogo criado entre comunidade e escola.

Os resultados  e conquistas são muitos, dentre eles gostaria de citar:
  • Carta Esmeralda - carta de intenções da comunidade encaminhada aos órgãos responsáveis para que assumissem as demandas da comunidade que foram discutidas nos fóruns
  • Apresentações externas que levam as ideias para outras escolas e comunidades
  • Prêmio Paulo Freire de Qualidade de Ensino Municipal
  • Prêmio Construindo a Nação
  • Melhora na relação com o grupo
  • Atuação e desenvolvimento entre a comunidade no espaço escolar
  • Encontros comunitários
  • Redução de preconceitos e desigualdades
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Módulo II - Semana 7 - Vídeo-aula 25 : Relações com as comunidades e a potência do trabalho em rede

Aspectos da realidade histórica que vivemos:

  • Vivemos um tempo de fragmentação no qual a realidade é multifacetada com um ritmo frenético
  • Nas relações cotidianas há tensões
  • Nunca antes vimos um ritmo tão acelerado de acontecimentos
  • Nos últimos 35 anos mudanças grandes e avanços de novas descobertas e tecnologias que impactam diretamente na vida das pessoas, por exemplo internet
  • Há 60 anos atrás as pessoas podiam levar dias para acompanhar uma notícia hj sabemos de tudo em tempo real
  • O crescimento econômico não garante a equidade, não garante o respeito pela condição humana, se por um lado temos acesso facilitado aos bens produzidos por outro lado há o descumprimento de direitos, com um cenário de violências que colide com o oooutro aspecto (paradoxo)
Contemporaneidade TEMPO DE PARADOXOS

Comunidades - pessoas que compartilham suas vidas em uma mesma comunidade elas tendem a se reconhecer mais intimamente como pertencentes aquela determinada realidade social. Espaço privilegiado que garante o exercício da cidadania, formado por grupos específicos (família, igrejas, escolas).

Objetivos do Trabalho em Rede
  • Potencializar os recursos da comunidade
  • Fortalecer a implicação dos diferentes atores de uma comunidade
  • Problematizar as questões mais emergentes da comunidade coletivamente
  • Identificar estratégias de enfrentamento compartilhado
Atores Pontencias no trabalho em rede:
  • Professores
  • Conselheiros Tutelares
  • Líderes religiosos
  • Família
  • Educadores sociais
  • Agentes comunitários de saúde
  • Estudantes
Plano de atividades participativas
  • Fóruns de discussão sobre o ECA
  • Formação de adolescentes multiplicadores de práticas de solidariedade comunitária
  • Oficinas de pais e educadores

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Módulo II - Semana 6 - Vídeo-aula 24: Mídia e comportamento

Características das crianças e dos jovens

A infância e juventude são momentos da vida caracterizadas pela imaturidade, é um período importante, pois é de maior vulnerabilidade a influências externas. Período em que o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes, normas de conduta próprios do grupo social e os incorpora a sua personalidade. 
Nesta perspectiva a mídia tem uma grande influência na vida e comportamento, e funciona como um importante meio de socialização dos jovens pelo seu acesso universal, a falta de necessidade de deslocamento e pela sua eficiência. Podemos citar como importantes meios de comunicação em massa que estão presentes na vida de nossos jovens:
  • Televisão
  • Cinema
  • Impressos (revistas, gibis, livros)
  • Música (rádio, MTV, discos, MP3)
  • Computador (vídeos, músicas, internet, redes sociais, bate-papos)
  • Video-games
  • Celular
  • Multimídia

Influência da Mídia
  • Retratam modelos de conduta de uma determinada maneira
  • Selecionam informações e conhecimentos
  • Fornecem estímulos
  • Os jovens acreditam que a mídia influenciam os outros, mas a eles não
  • Crianças também são influenciadas pela mídia, pois elas aprendem por observação e imitação
  • Atitudes e comportamentos agressivos são aprendidos pela observação de modelos (vídeo game, filmes de luta, desenhos animados)
  • Exposição prévia à violência correlaciona com comportamento agressivo
  • Crianças menores de 8 anos não diferenciam entre fantasia e realidade e são muito vulneráveis
Tempo médio gasto de crianças e adolescentes usando mídia:
  • 6 horas e 32 minutos por dia
  • 35 a 55 horas por semana
  • Aproximadamente 2 horas de internet por dia em 4 dias da semana
  • Várias horas de música por dia como fundo para outras atividades
  • 10.000 cenas de violência por ano
  • 15.000 cenas de referências sexuais por ano e apenas 15% destas tratam de temas como anticoncepção, DST e gravidez
Os impactos negativos da mídia sobre as crianças e adolescentes:
  • Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor
  • Sexualidade
  • Violência
  • Transtornos alimentares (obesidade, anorexia)
  • Problemas escolares
  • Uso de drogas
  • Distúrbios do sono
Violência e TV
  • Em 10.000 horas monitoradas de programas de TV, 61% apresentam violência interpessoal, a maioria delas de maneira divertida ou glamorosa
  • A maior porcentagem de violência é vista em programas infantis
  • Violência em filmes e jogos de vídeo-game infantis
  • 100% dos filmes animados infantis apresentam violência
  • Apresentam os heróis usando a violência como meio justificável para resolver conflitos e vencer o inimigo
Consequências de exposição prolongada à violência:
  • Problemas físicos e mentais
  • Condutas agressivas
  • Dessensibilização à atos de violência
  • Medo
  • Depressão
  • Pesadelos
  • Distúrbios do sono
Mídia como influência sexual

  • Mais de 75% dos shows e programas em horário nobre apresentam conteúdo sexual
  • Apenas 11% deles discutem riscos sexuais
  • Assistir programas sexuais pode influenciar a iniciação de atividades sexuais precoce
  • Agravantes:
    • Pais não discutem o assunto com os filhos
    • Escolas não fornecem educação sexual
Influência da Internet
  • Oferece acesso fácil e ilimitado a sites pornográficos em apenas alguns cliques
  • Favorece a pedofilia e o ciberbullying
  • Acesso a todos os conteúdos de diversos temas (violência, sexo, pedofilia, etc) sem sair de casa

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Módulo II - Semana 6 - Vídeo-aula 23: Uso de substâncias psicoativas

DROGAS

  • São todas as substâncias que atacam o sistema nervoso central
  • Lícitas e ilícitas
  • Lícitas com limitações legais: álcool e tabaco
    • Proibidas para menores de 18 anos
    • Lei seca (direção X álcool)
    • Restrições para fumantes (locais)
  • Jovens cada vez mais utilizando devido as sensações momentâneas de prazer que elas causam:
    • Diminuição da ansiedade
    • Relaxamento
    • Desinibição
    • Experiências alucinógenas
  • Uso abusivo de remédios também tem ação psicoativa
  • As drogas não são iguais entre si, cada uma tem suas características e consequências
  • É muito comum entre os jovens misturar vários tipos de substâncias e drogas e o efeito aumenta podendo causar danos
  • A dependência de drogas é um fenômeno que pode ter influências:
    • Ambientais
    • Sociais
    • Genéticas e biológicas
    • Relacionadas à auto-estima
    • Desempenho escolar
    • Aparência
    • Socialização negativa
  • A iniciação nas drogas (experimentação e vício) tem sido cada vez mais precoce
  • O dano para um adulto é menor do que para um adolescente utilizando-se de uma mesma substância, pois o organismo e a personalidade do jovem está em formação
  • O risco de danos à saúde e dependência é maior no jovem
  • A média de experimentação é de 11,5 anos
  • Mesmo sabendo que as drogas fazem mal as pessoas continuam experimentando ou usando, pois tem curiosidade que é um sentimento natural na juventude
  • A curiosidade é a principal razão para a experimentação de drogas
Consequências:
  • Desempenho escolar e relacionamentos
  • Problemas familiares
  • Acidentes de trânsito
  • Doenças relacionadas com o uso do tabaco ou álcool
O que pode ser feito?
  • Pais e professores precisam estar capacitados e informados para conversar tranquilamente e cotidianamente com os jovens sobre as drogas
  • Passar informações e modelos de qualidade para que esse assunto possa ser discutido
  • Não deixar que o problema se instale para somente depois ter ações
  • Conversar com o adolescente e se necessário pedir ajuda a um profissional
  • A dependência química tem tratamento, porém quanto maior ela for mais difícil e sofrido vai ser para o paciente e sua família
  • A prevenção deve existir para que a dependência não se instale
  • Caso ela já esteja instalada as melhores abordagens de tratamento são: psicoterapia cognitiva e comportamental onde as pessoas vão ser avaliadas do ponto de vista da droga
  • Medicações podem ser utilizadas para tratar os sintomas de abstinência
Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Conseqüentemente, ela começa a se destruir aos poucos. Em seguida, depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes.
A seguir alguns depoimentos de ex-viciados e documentários informativos:



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Módulo II - Semana 6 - Vídeo-aula 22: Lazer, juventude e esportes



Juventude e lazer 


  • Apego aos elementos da mídia de massa
  • Tempo livre do jovem é destinado a televisão ou esportes 
  • O lazer veiculado como produto e/ou mercadoria
  • Os esportes tem um papel importante na formação do jovem e essa percepção do esporte com o consumo deve ser ampliada
  • O consumo é explorado nas "tribos" formadas pelos jovens
  • É importante entender como ocorrem essas tribos:
    • Tribos associadas aos esportes radicais
    • Local onde essas práticas ocorrem
    • Quais são os valores associados a cada grupo
    • Há conflitos entre diferentes grupos
    • Cada grupo possui uma linguagem própria (gírias)
    • A forma de se vestir muda de grupo para grupo (a mídia se utiliza disso para estimular o consumo)
    • A identidade dessas tribos é caracterizada pela linguagem, vestimenta e manifestações culturais e musicais como forma de contestação
    • Música: bandas que representam cada tipo de grupo (industria cultural se aproveita desses elementos também para gerar consumo)
Charlie Brown Jr. - banda que representa os 
grupos de Skatistas
Papel da escola nesta perspectiva:
  • Motivação: busca pelo novo
  • Promover novas experiências
  • Inovar as práticas esportivas
  • Simular a prática de esportes radicais 
  • Trabalhar a questão do consumo
  • Levar os alunos para conhecer esses esportes fora dos muros da escola
  • Articular o currículo com as questões ambientais e a cooperação
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Módulo II - Semana 6 - Vídeo-aula 21: Lazer, cultura e elementos comunitários

  • Em SP, há desequilíbrio na distribuição (na oferta) de equipamentos específicos de lazer.
  • Abrir o espaço da escola pra absorver a cultura da comunidade, o lazer da comunidade do entorno deve ser aproveitado no equipamento não específico (escola, rua)
  • Para a criação de novos equipamentos é importante consultar a comunidade
  • Nesta conversa podemos extrair o que a comunidade deseja e incentivá-la a novas possibilidades
  • Garantir a presença de profissionais especializados para a sensibilização de utilização e conservação para promover a autonomia da comunidade

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Módulo II - Semana 5 - Vídeo-aula 20: Bullying

Segue link com informações e características do Bullying disponibilizados pelo site de Psiquiatria Psiqweb:


Abaixo retirei do texto do site citado acima algumas informações importantes sobre o tema abordado:
"A palavra "bully" em inglês significa valentão, assim, bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou um grupo com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo incapaz de se defender. Assim sendo, o termo bullying descreve uma forma de ofensa ou agressão de uma pessoa ou um grupo sobre alguém mais fraco ou mais vulnerável. (Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.) "

  •  O Bullying é comum nas escolas de todo o mundo
  • 50% das crianças em idade escolar já foram vítimas
  • 10% são vítimas regulares
  • Mais comum entre meninos (atos violentos, ameaças, intimidações)
  • As meninas cometem mais através de agressões verbais, atos de exclusão e difamação
"A idade da vítima de bullying mais prevalente se situa entre 11 e 13 anos, sendo menos freqüente na educação infantil que no ensino médio (Eslea, 2001). Os agressores masculinos são prevalentes, entretanto, as meninas podem exercer formas mais sutis ou, como vimos, mais indiretas de bullying, dificultando assim a percepção da agressão. Há boas razões para se acreditar que a prevalência do bullying esteja sendo subestimada, tendo em vista o fato de que a maioria dos atos de bullying ocorrem fora da visão dos adultos e de que a maioria das vítimas não queixa da agressão, seja por constrangimento ou por saber que pouco farão por elas." (Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.) 
Características dos Agressores

  • Estudantes que tem comportamentos hostis e se consideram melhores ou superiores
  • Estudantes que acreditam na impunidade de seus atos dentro da escola
  • Frequentemente vem de famílias desestruturadas com pais agressores
  • Geralmente já foram alvo de Bullying
  • Podem ter transtorno de conduta ou TDAH
"Algumas condições adversas parecem favorecer a agressividade nas crianças e adolescentes. Essas condições podem ser constitucionaispsicológicas e ambientais. O fator constitucional mais grave e irreversível que invariavelmente proporciona conduta delinqüencial é o chamado Transtorno de Conduta.(...) Um tipo comum de agressor é aquele que tem opiniões positivas sobre si mesmo, geralmente é mais forte que sua vítima, sente prazer em dominar, causar danos e sofrimentos aos outros.Geralmente o autor do bullying se empenha muito em ser popular, é tipicamente expansivo, barulhento, tende a se envolver em comportamentos infratores e anti-sociais (Griffin, 1999). Pode tratar-se de pessoa impulsiva, mas não obrigatoriamente e vê sua agressividade como qualidade, provavelmente por ser um comportamento reforçado pelo meio. Via de regra o agressor tem uma personalidade autoritária e uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido observado no autor de bullying uma deficiência em habilidades sociais e pontos de vista preconceituosos. Algumas pesquisas mostram que os agressores são mais envolvidos em comportamentos de risco para a saúde, tais como: fumar, beber em excesso (King, 1996) ou usar drogas (DeHaan, 1997).Quanto às condições ambientais envolvidas no bullying, algumas pesquisas identificam no agressor uma certa desestrutura familiar, um relacionamento afetivo pobre, excesso de tolerância, permissividade ou falta de limites. Há ainda maior incidência de maus-tratos físicos ou comportamentos explosivos dos pais como afirmação de poder.Quando se percebe a combinação de baixa auto-estima com atitudes agressivas e provocativas de bullying, há maior probabilidade de que o agressor tenha alterações psicológicas merecedoras de atenção especial, tais como, por exemplo, quadros depressivos. No entanto, isso é raro e há poucas evidências de que os autores de bullying sofram de qualquer déficit de autoestima. Por outro lado, a inveja e o ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao mesmo tempo estima-se que aproximadamente 20% dos autores de bullying tambe´m tenham sido vítimas dele.Os alunos que testemunham o bullying e ao invés de qualquer participação reparadora ou aliviatória, limitam-se a rir dos episódios de agressão, devem ser classificados como auxiliares ou cúmplices, pois funcionam como incentivadores, incitadores e estimuladores do autor. Muitos desses alunos que começam sendo apenas testemunhas omissas acabam acreditando que o uso de comportamentos agressivos contra os colegas é o melhor caminho para alcançarem a popularidade e o poder. Com isso podem acabar aderindo ao bullying por pressão dos colegas.Outros alunos são apenas observadores protetores, preferem se afastar ou defender a vítima. Alguns desses alunos seguindo uma boa orientação familiar, chegam a chamar um adulto para interromper a agressão. (Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.) 
Alvos
  • Alunos tímidos, quietos, inseguros, com poucas habilidades sociais, amigos, sem capacidade para reagir aos atos agressivos
  • Fisicamente são mais frágeis: fracos e menores
  • Alunos novos, vindos de outras escolas
  • Religiões e etnias diferentes
  • Alvos de “bullying” - são os alunos que só sofrem “bullying”
  • Alvos\autores de “bullying” - são os alunos que ora sofrem, ora praticam “bullying”
  • Autores de “bullying” - são os alunos que só praticam “bullying”
  • Testemunhas de “bullying” - são os alunos que não sofrem nem praticam “bullying”, mas têm conhecimento dos envolvidos e convivem num ambiente onde isso ocorre

Fonte: Site Português - bullyingescola.com  http://www.bullyingescola.com/



Porque as vítimas não buscam ajuda?
"A maioria dos alunos não se envolve diretamente em atos de bullying e geralmente se cala por medo de ser a próxima vítima, por não saberem como agir ou, infelizmente, por já estarem descrentes das atitudes da escola, da instituição e da autoridade.Esse silêncio e omissão acaba sendo interpretado pelos autores do bullying como aval para suas atitudes ou confirmação de seu poder, o que ajuda a perpetuar a situação e acobertar os autores desses atos. Por isso os adultos devem sempre estimular seus filhos a denunciarem o bullying, senão à própria escola, no mínimo através deles, pais.
Lopes Neto mostra que grande parte dos alunos que testemunham o bullying sente simpatia pelas vítimas e condena o comportamento dos agressores. Cerca de 80% dos alunos não aprovam os atos de bullying e deseja que os professores e a escola intervenham mais efetivamente. Segundo esse autor, quando as testemunhas interferem e tentam cessar o bullying, tais ações são efetivas na maioria dos casos. Por isso é importante incentivar o uso do poder do grupo contra o autor ou os autores do bullying, fazendo com que eles se sintam sem nenhum apoio social." 
(Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.) 
ALGUNS EXEMPLOS DAS ATITUDES NO ASSÉDIO INTIMIDATIVO

  • Insultos e depreciações diretas 
  • Ataques físicos ou psicológicos repetidos
  • Desrespeito e destruição de propriedades da vítima
  • Divulgar rumores depreciativos sobre a pessoa
  • Obrigar a vítima a comportamentos que ela não quer
  • Envolver a vítima em situações problemáticas e complicadas
  • Depreciar publicamente a família da vítima
  • Estimular outras pessoas ao bullying contra a mesma vítima
  • Depreciar a aparência, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade da vítima
  •  Favorecer o isolamento social da vítima
  •  Envergonhar a vítima na frente das pessoas. 
(Ballone GJ - Bullying - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, abril de 2011.) 

Cyberbullying
  • Cometido através da Rede mundial de computadores em salas de bate-papo virtual, e-mail, redes sociais, e-mail e páginas da internet
  • São expostos textos, imagens e vídeos das vítimas
  • Criação de comunidade nas redes sociais para difamar e ofender a vítima
 
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