quarta-feira, 2 de maio de 2012 0 comentários

Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 23: Relações sociais de gênero: um direito e uma categoria de análise


Conceito de Gênero: é a organização social da diferença sexual.


Questões relacionadas na vídeo-aula que desejo destacar:
            • A mulher
            • Heteronormatividade compulsória





Desigualdade de Gêneros: A mulher



“Não se nasce mulher: torna-se.”


"É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta."

(Simone de  Beauvoir)

O Feminismo no Brasil e no Mundo


Entrevista com a Profa. Margareth Rago para o programa Diálogo sem Fronteira.

Abaixo seguem alguns dados estatísticos que expressam a desigualdade sociais de gêneros entre homens e mulheres:
http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/tag/infograficos/
http://www.observatoriodegenero.gov.br/
prosaeconomica.com
http://www.observatoriodegenero.gov.br/
http://www.orbis.org.br/analise/10/desigualdade-de-genero-persiste-por-tras-da-igualdade-social
Heteronormatividade compulsória


http://www.infojovem.org.br/
Heteronormatividade (do grego hetero, "diferente", e norma, "esquadro" em latim) é um termo usado para descrever situações nas quais orientações sexuais diferentes da heterossexual são marginalizadas, ignoradas ou perseguidas por práticas sociais, crenças ou políticas. Isto inclui a idéia de que os seres humanos recaem em duas categorias distintas e complementares: macho e fêmea; que relações sexuais e maritais são normais somente entre pessoas de sexos diferentes; e que cada sexo têm certos papéis naturais na vida. Assim, sexo físico, identidade de gênero e papel social de gênero deveriam enquadrar qualquer pessoa dentro de normas integralmente masculinas ou femininas, e a heterossexualidade é considerada como sendo a única orientação sexual normal. As normas que este termo descreve ou critica podem ser abertas, encobertas ou implícitas. Aqueles que identificam e criticam a heteronormatividade dizem que ela distorce o discurso ao estigmatizar conceitos desviantes tanto de sexualidade quanto de gênero e tornam certos tipos de auto-expressão mais difíceis. (fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Heteronormatividade)


O Seminário "Diversidade Sexual e Educação" promovido pelo Grupo de Estudo e Pesquisa em Sexualidades (GEPSs) com apoio da Universidade Federal do Espírito Santo, Grupo de Diversidade Sexual Plur@l, Caos@ção e Centro de Educação da UFES contou com a presença de palestrantes de movimentos sociais, representantes governamentais e de universidades e uma platéia de 200 pessoas no auditório do CCE (além da participação de internautas) na última segunda-feira (dia 03 de outubro).
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Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 22: EDH, inclusão e acessibilidade

Educação em Direitos Humanos e Inclusão:
  • A EDH contempla também a educação especial, alunos com deficiência, transtornos globais e superdotação
  • Quando falamos de inclusão tratamos de um movimento amplo que tem como objetivo o direito à educação
  • O movimento que tem como princípio o respeito a diferença humana se intensificou na década de 90 no Brasil, buscando alternativas de inclusão
  • Historicamente as pessoas com deficiência eram excluídas pela sociedade
  • Na contemporaneidade começa a se pensar na inserção dessas pessoas na sociedade, com a DH.
Há dois paradigmas que demarcam a trajetória política de luta pela inclusão dos alunos de educação especial na sociedade e na escola:
  •  1º) INTEGRAÇÃO - visão médico/clínica e que trabalha no sentido de que a pessoa com deficiência é que tem que se adequar para ser inserida no contexto de ensino
  • 2º) INCLUSÃO - a escola é que tem que aceitar esse sujeito com deficiência, identificar suas necessidades educacionais específicas e possibilitar uma prática pedagógica que seja baseada na diferença. Traz uma perspectiva de questionar a padronização que foi colocada no sistema de ensino e ela se relaciona diretamente com os DH
Documentos importantes para as conquistas da inclusão:
  • Constituição de 1988 - direito de todos à educação
  • LDB: capítulo especifico para a educação especial, composto pelos artigos 58, 59 e 60 e que asseguram que os alunos da educação especial tenham um currículo adaptado, ou seja acessível, bem como o direito a escolarização e o direito ao atendimento educacional especializado
  • ECA
  • Política de 94 - que inicia o debate da inclusão e a integração desses alunos
  • Resolução nº 2 de 2001 - Diretrizes nacionais da educaçãoe especial na educação básica - possibilita ou ampara a inclusão da educação especial nas escolas comuns.
  • Em 2008 - Política nacional da educação especial na perspectiva da educação inclusiva - é um marco pq especifica uma função para a educação especial e define um público alvo para a educação especial. Ela define a educação especial como transversal a educação.
"Quando falamos da educação em direitos humanos falamos também de uma sociedade que seja democrática e que efetivamente dê as condições de participação para esses sujeitos que possuam uma necessidade específica"

Dimensões da acessibilidade no currículo escolar:
  • Acessibilidade arquitetônica
  • Acessibilidade na comunicação
  • Acessibilidade pedagógica
  • Acessibilidade nas tecnologias de informação e comunicação
Considerações importantes:
  • Não é dar apenas acesso, mas também a participação com dignidade
  • Atendimento especial organizado (no contraturno)
  • Toda ação educacional deve ser pensada e planejada diante da necessidade do aluno
  • A resolução nº 4 de 2009 - detalha como deve ser feito esse atendimento
Plano viver sem limite (2011) - proposta governamental que integra as diferentes áreas
 com o objetivo de assegurar os direitos das pessoas com deficiência

"Uma postura de profissional inclusivo ela demanda não só a tolerância ou o reconhecimento da diferença, mas você deve o respeito a essa diferença e conhecimentos pedagógicos que façam com que esse professor possibilite recursos que garanta a participação e aprendizagem desse aluno no contexto escolar e social."

A seguir um texto que localizei em minhas pesquisas que considerei interessante. Segue o texto na íntegra:


DIREITO DAS PESSOAS COM DEFICIENCIA E INCLUSÃO NAS ESCOLAS.

Fonte: http://ldb3024.blogspot.com.br/2010/11/direito-das-pessoas-com-deficiencia-e.html


Hoje iremos analisar o que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB Lei 9394/96) no que se refere aos alunos com deficiência. 

De acordo com a professora doutora Windys B. Ferreira:
"A LDB (MEC 2001) inova ao introduzir um capítulo (Capítulo V) que trata especificamente dos direitos dos ‘educandos portadores de necessidades especiais’4 (Art. 58) à educação preferencialmente nas escolas regulares e institui o dever do Estado de estabelecer os serviços, recursos e apoios necessários para garantir escolarização de qualidade para esses estudantes, assim como estabelece o dever das escolas de responderem a essas necessidades, desde a educação infantil (Art. 3o.).

Desde a publicação da LDB, o termo preferencialmente tem sido foco de debate entre especialistas da área, estudiosos, acadêmicos, organizações do terceiro setor e ‘simpatizantes’, pois há os que defendam que esta terminologia dá margem à procedimentos exclusionários por parte dos sistemas educacionais (federais, estaduais e municipais) e das escolas, ao mesmo tempo em que oferece as bases legais para tais procedimentos. Outros defendem que o termo,‘apenas’ garante o direito daqueles que ‘preferem’ matricular seus filhos emescolas especiais e argumentam que o sistema regular de ensino, respondendo à politica de inclusão, deve absorver, indiscrminadamente, nas escolas regulares de ensino comum, todas as crianças, jovens e adultos, inclusive aqueles que são pessoas com deficiência.O problema, contudo, está no fato de que o termo preferencialmente possibilita a perpetuação da exclusão de qualquer criança, jovem e adulto com deficiência,com base na lei. Isto é, tal termo pode ser usado como justificativa por parte das escolas para ´recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar´(conforme texto da Lei 7853/89) a matrícula do aluno(a) com deficiência uma vez que há ‘falta de preparo dos docentes’ e ‘inexistência de recursos’ para educar estes estudantes, como ainda acontece com frequência no país. O termo preferencialmente permite às escolas afirmarem que é ‘preferível’ que este educando (a) estude em uma escola segregada apropriada ‘para ele(a)’! Tanto o termo como o procedimento ferem o princípio democrático da inclusão porque violam o direito de pessoas com deficiência de estudarem – como todos! – nas mesmas escolas que seus irmãos, colegas, vizinhos."
Isso me fez lembrar a matéria Especiais na Lei onde as instituições escolares, principalmente as particulares, justificam a questão de não aceitar alunos com deficiência pelo fato de não estarem preparadas para recebê-los. Isso não é argumento, mas sim falta de interesse! 
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Módulo III - Semana 6 - Vídeo-aula 21: EDH na sala de aula


Características da Educação em Direitos Humanos:

  • Uma nova lente para olhar o mundo
  • O aluno e a aprendizagem ocupam um lugar central, para que o aluno seja o sujeito de seu processo de aprendizagem
  • Construção de um pensamento crítico 
  • Interdisciplinar: Todas as áreas de conhecimento são importantes para que eu possa conhecer os Direitos Humanos
  • Transversal: os temas e eixos temáticos que integram esse corpo de conhecimentos relativos aos DH devem estar integrados em todas disciplinar e contextualizados na realidade. Os documentos nacionais que orientam o trabalho com os temas transversais são na Educação Infantil e Ensino Fundamental:


Como trabalhar a Educação em Direitos Humanos? Através das Metodologias ativas de Aprendizagem pautadas pelo construtivismo:
  • os estudantes constroem seu próprio conhecimento por meio da seleção ativa de novas informações
  • o aluno traz uma bagagem de pressupostos, motivações, intenções e conhecimentos prévios
  • o ser ao aprender é um ser ativo
  • o processo de construção do conhecimento acontece por meio da atividade individual e sociala natureza da atividade que o professor desenvolve vai influenciar a qualidade do conhecimento adquirido

Um exemplo de metodologia ativa de aprendizagem ABP (Aprendizagem Baseada em Problemas) que pode ser utilizado como metodologia ativa para a Educação em Direitos Humanos. Suas características principais são:
  • O ponto de partida é o uso de problemas para a aquisição do conhecimento
  • Protagonismo estudantil
  • Problemas reais que demandam uma ação investigativa dos estudantes
  • Através da investigação os estudantes descobrem que existem várias fontes de conhecimento
  • Desenvolvimento de projetos através do trabalho investigativos
  • Possibilita o trabalho autônomo e construção conjunta de responsabilidades

Ao assistir esta vídeo-aula me lembrei de um documentário, do Jorge Furtado, que assisti quando estava cursando o Ensino Médio chamado "Ilha das Flores"  que fala de um lixão e as problemáticas sociais ligadas à ele.  É um vídeo que, mesmo antigo, traz problemáticas atuais e importantíssimas para nossa atualidade. E, acredito que pode ser utilizado como ponto inicial e  problematizador para o desenvolvimento de um projeto de Educação em Direitos Humanos através da Metodologia ABP, citada em nossa vídeo aula e estudado em nosso curso.
www.youtube.com 

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Módulo III - Semana 5 - Vídeo-aula 20: Diferentes possibilidades culturais no currículo escolar



Lugares onde ocorre a produção da identidade-referência:
  • Contexto parental
  • Comunidade local
  • Escola
  • Na mídia, especificamente na TV

Podemos observar essa ação da mídia na versão reduzida do documentário "Criança, a alma do negócio", apresentada em Audiência Pública da CDEIC (Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio) sobre projeto de lei para regulamentação da publicidade dirigida a crianças. 

Como trabalhar isso no ambiente escola:
  • Traçar um perfil da comunidade (mapeamento cultural com participação dos alunos)
  • Identificar as manifestações culturais e relacioná-las com as dificuldades e facilidades do trabalho pedagógico na escola
  • Dois exemplos de trabalhos podem ser: "Literatura de Cordel" e "Escola com Samba"
  • Acrescento também como sugestão o trabalho com a manifestação cultural do Hip Hop ou do Rap.
  • Não limitar os temas apenas para as datas comemorativas.
  • Atentar-se as manifestações racistas presentes na escola, sejam explicitas ou veladas para realizar SEMPRE a intervenção.

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Módulo III - Semana 5 - Vídeo-aula 19: Relações etnicorraciais na escola




Fontes:
http://bercodahumanidade.blogspot.com.br
http://www.planetaeducacao.com.br/
http://brittsax.wordpress.com/2012/03/09/rhetorical-influence-of-nelson-mandela/
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Módulo III – Semana 5 - Vídeo-aula 18: EDH e Ambiente escolar

Questões importantes da Educação em Direitos Humanos:

  • Muitas vezes a igualdade, que é reconhecida e desejada, pode estar garantida juridicamente, mas  não se verificar na prática, então não basta que os direitos sejam assegurados no plano jurídico as pessoas precisam conhecer e querer que esses direitos guiem as suas vidas.
  • Os sujeitos precisam ter informação a cerca de seus direitos e valorá-los, para tanto é  necessário haver um processo educativo, tanto para conhecermos os direitos humanos, como para valorizar positivamente esses direitos.
  • A educação tem uma importância ímpar no processo de estabelecimento de uma cultura de DH, porque ela vai agir na promoção desses direitos.
  • Na medida em que eu formo os membros da nova geração para que percebam sujeitos de direito, para que conheçam esses direitos e atue na construção e valoração positiva desses direitos, eu consigo trabalhar na afirmação de uma cultura de DH, logo eu tenho uma maior probabilidade de que as pessoas orientem as suas vidas guiadas por princípios como igualdade, solidariedade, justiça, tolerância, inclusão, não discriminação.

"porque geralmente quando a gente houve falar de DH a gente ouve falar de direitos que são violados e desrespeitados e da necessidade de reparar os direitos que foram violados . A educação é a principal via para que a gente não tenha que correr sempre atrás do prejuízo, para que a gente não tenha que ir sempre atrás do direito violado."
(Profª Ana Maria Klein)

Como trabalhar a EDH:

  • É preciso transformar esses direitos em um modo de vida.
  • Não adianta ter um discurso e uma prática contraditórios.
  • Não podemos pensar a EDH como um fim, ela é um caminho, um modo de vida que deve orientar a vida na escola e na sociedade
  • Precisamos promover a vivência e convivência em ambientes democráticos e orientados pelos DH
  • Promover ações protagonistas por partes dos estudantes: desde a discussão do tema até participar de decisões que afetam a escola.
  • Promover a articulação entre a escola e a comunidade através de fóruns escolares.
  • Promover práticas e ações voltadas à promoção de DH (exemplo: campanhas de solidariedade - doações, atividades comunitárias, projetos que visam a prática dos DH)
  • Segundo Chaparro, precisamos trazer as dimensões da Educação em Direitos Humanos no ambiente escolar, são elas as relações humanas e físicas que englobam:
    • ações, experiências, vivências por cada um dos participantes
    • as relações da escola com o entorno
    • condições sócio-afetivas
    • condições materiais, de infraestrutura, espaços de encontro
    • infraestrutura para a realização de propostas culturais educativas
    • discutir e definir conjuntamente direitos e responsabilidades dos estudantes e dos professores com base em uma distribuição clara de papéis e tarefas
    • utilizar procedimentos dialógicos para a resolução de conflitos e para lidar com a violência e com a intimidação
    • estudantes devem ter oportunidade de auto-expressão, responsabilidades e participação na tomada de decisão.
    • estudantes devem ter oportunidade para organização de suas próprias atividades, para apresentar, mediar e defender seus interesses
    • conscientização de pais e familiares sobre os direitos das crianças e sobre os principais princípios da EDH, bem como do ECA
    • participação de pais nas tomadas de decisões da escola, por meio de organizações de representantes de pais
    • projetos e serviços extracurriculares dos estudantes na comunidade, particularmente sobre questões de DH
    • o reconhecimento e a celebração das conquistas em DH por meio de festividades
    • deve concretizar a concepção metodológica que eu tenho
    • todos os outros espaços devem também concretizar essas concepções
    • promover espaços de convivência na escola para os estudantes
Segue vídeo extraído do youtube demonstrando a experiência de sucesso da escola pública que foi a 2º colocado no Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos em 2010, cujo tema foi "Homofobia, lesbifobia, transfobia no contexto escolar":
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Módulo III – Semana 5 - Vídeo-aula 17: Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos


http://www.educacaoemdireitoshumanos.org.br/?page_id=146
Movimento no âmbito nacional e internacional

"Todo direito deve ser associados a dever, porque direito sem dever é privilégio"  


Movimentos Internacionais:
Diversos documentos sobre DH: um deles é a declaração universal de DH, documento da conferência de viena (2003), no processo da discussão dos estados que participavam desta conferência era achar alternativas para fortalecer o regime democrático, pois é o que melhor possibilita a educação em DH.

Movimentos no Brasil:
  • Movimentos sociais organizados, luta dentro do período da ditadura, buscando a redemocratização do estado brasileiro.
  • Constituição de 1988, intitulada foi a que mais avançou em termos dos direitos políticos e sociais.
  • LDB: a educação como formação para cidadania (muito importante para os DH).
  • ECA: criança como um sujeito de direito.
  • Década de 2000 foi: profissionalização da educação e ela começa a ser entendida como um direito humano, como um bem social.

As pessoas não conhecem seus direitos e consequentemente não se reconhecem como sujeitos de direitos, então não é suficiente só reconhecer e conhecer os direitos no campo cognitivo, ou seja você aprender as leis, aprender documentos, é preciso que nós tenhamos o desenvolvimento e o exercício da luta pelos direitos, da reivindicação, e assim ir concretizando e efetivando eles próprios, por isso a educação em direitos humanos tem como fundamento o fortalecimento da democracia. A democracia é o regime de governo que melhor fortalece e propicia a EDH. 
A seguir ilustro esse tópico com uma entrevista de Paulo Freire que fala sobre o exercício da luta pelos direitos relacionando-a ao MST:
 

A EDH ajuda a humanizar as pessoas em termos da sua dignidade. O ser humano precisa ter as condições básicas para sua sobrevivência,  para viver bem, com saúde, educação, habitação e transporte coletivo digno. 
O PNEDH (Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos) surge neste contexto, que começa a exigir do estado brasileiro um documento de leis que justamente veio responder por políticas públicas para que elas de fato materializem os direitos do ser humano.
Ele é um documento norteador, balizador que contribui para que os sistemas de ensino elaboram planos de ensino que coloquem como eixo norteador o conteúdo dos Direitos  Humanos e isso não é apenas para a educação básica , mas também para as universidades.

Versões do PNEDH:
  • 2003 - primeira versão
  • 2006 - segunda versão  

Para a elaboração deste documento foi criado o comitê nacional de educação em direitos humanos coma participação de especialistas das várias áreas de conhecimentos, principalmente os que tenham conhecimento na área de direitos humanos. Desta forma a educação em direitos humanos é entendida como um processo sistemático, multidimensional e também nas diferentes formas de práticas pedagógicas.

O PNEDH está organizado em cinco grandes áreas:
  • Educação Básica: trabalhar a educação primeiro como um direito humano. Para isto ela se norteia por dois princípios:
    • 1º) nenhum brasileiro pode ficar sem educação
    • 2º) a educação em direitos humanos precisa ser transversalizada por conteúdos de DH
  • Educação Superior: temos tradição de uma educação muito conteudista e tradicional, o que se busca é a superação deste conceito com a relação do ensino/pesquisa/extensão que todas essas áreas tenham como temática e dialoguem com os conteúdos de direitos humanos. No ensino superior os currículos devem ter, de forma interdisciplinar ou disciplinar, esses conteúdos para formar pessoas e agentes que possam conhecer ou reivindicar direitos.
  • Educação não-formal: temos diversas experiências que poderiam dialogar com a educação formal
  • Educação para os profissionais do sistema de justiça e de segurança: pois são pessoas que lidam diretamente com o monitoramento dos direitos, mas também com a implementação desses direitos. é muito importante o desenvolvimento da formação desses profissionais para que vejam,, primeiramente o sistema a favor da proteção e do bem social, do ser humano.
  • Educação e mídia: vamos aprendendo e apreendendo conteúdos, significados, valores pelas diversas comunicações que nós recebemos. Ela vai nos formando, isso vai sendo introjetado sem que as vezes não temos até consciência. é importante isto ser trabalhado dentro da escola, trazendo isso como conteúdo cotidiano na sala de aula.
A seguir anexo ao meu portfólio vídeos do curso "Agentes da Cidadania" da DHnet que explicam cada grande área do PNEDH, que ilustram muito bem os tópicos listados acima: (fonte http://www.dhnet.org.br/)
  • Educação Básica
  • Educação não-formal
  • Educação superior


  • Educação e Mídia


  • Educação para os profissionais do sistema de justiça e de segurança
 



terça-feira, 1 de maio de 2012 0 comentários

Módulo III – Semana 4 - Vídeo-aula 16: Encaminhamentos pedagógicos: blog no ensino de ciências

Tecnocultura nas culturas juvenis: a escolha do blog entre as midias sociais
Esta vídeo-aula relata um trabalho que foi feito nas aulas de ciências, que envolveram as mídias sociais, especificamente um blog. Abaixo relato as etapas desse projeto que me ajudará muito nas práticas com tecnologias na minha prática pedagógica: 

Escolha do Blog como ferramenta
http://eecarlosgoes.blogspot.com.br
  • Possibilita mais motivação, qualidade do texto, análise e aprofundamento.
  • O blog usualmente é utilizado nas escolas para: uso para desenvolvimento da memória das produções da escola, divulgação de projetos, análise de casos pelos alunos, contato e discussão com audiência mais ampla, resolução de problemas, trabalho colaborativo. Neste projeto ele foi utilizado para todos esses âmbitos.

Mapeamento das Práticas Culturais
Foi feito um mapeamento das práticas culturais dos alunos, da seguinte forma:
http://www.podcast1.com.br

  • Os alunos tiveram que fazer um perfil no papel como se fosse uma página de orkut.
  • Foi montado um painel com saquinhos plásticos na sala de aula onde todos os perfis, com fotos, foram expostos nesse mural.
  • Os alunos foram convidados a circular na sala para ver esses perfis e localizar o que eles encontraram características de semelhanças entre ele e os colegas.
  • Os alunos foram convidados a localizar nos amigos quais eram as semelhanças.
  • Cada aluno colocou 3 recadinhos sobre as semelhanças de suas preferências.
  • Isso produziu um levantamento das preferências dos alunos nas tecnologias, celulares, instrumentos musicais, práticas esportivas
  • Isso tudo gerou a construção de temas culturais:
    • Eu me remexo muito (práticas corporais)
    • Peleshop: ctrlc, crtlv (práticas estéticas)
    • Se liga, Brow! (práticas de aparelhos de telecomunicações)

Desenvolvimento do trabalho
  • Cada tema foi trabalhado em um trimestre, envolvendo todas as disciplinas para aprofundar o tema.
  • Em paralelo eles iam produzindo o blog em grupos com os conteúdos e produções das aulas (cada grupo escolheu um tema)
  • Isso motivou o trabalho com a escrita
  • A prática do professor foi uma leitura constante dos blogs que davam pistas para o que ia ser trabalhado nas atividades de sala de aula.
  • Foram feitas novos tipos de atividades durante as aulas, e foi se estimulando de que eles não só postassem textos, mas que também utilizassem os espaços de comentários entre os colegas da sala, da escola e até de fora.

Problemas que surgiram:
Problema: Os alunos não produziam os textos, copiavam da internet, e relatavam ser difícil escrever.
Solução: Houveram novas regras e negociação, abrindo para a linguagem da internet.

O trabalho relatado na vídeo-aula me relembrou do Prêmio Educarede da Fundação Telefônica, no qual premia Inovações Educativas com as TIC dirigido a professores e alunos de todo mundo. segue abaixo trecho do Manual de Regulamentos:
Fundação Telefônica convoca o “Prêmio Fundação Telefônica de Inovação Educativa” com o objetivo de impulsionar uma mudança metodológica real na sala aula, por meio do reconhecimento aos docentes que trabalham de forma inovadora com as TIC. Deste modo, o Prêmio se propõe a:

  • Conscientizar a comunidade educativa do valor das TIC como recurso para o ensino e a educação; • Reconhecer o esforço dos professores por introduzir as TIC nos processos de ensino-aprendizagem;

  • Promover a integração do conhecimento disciplinar, pedagógico e tecnológico para melhorar a qualidade dos processos de formação.
A proposta pedagógica que pretende impulsionar o PRÊMIO está baseada no modelo TPACK desenvolvido por Mishra e Koehler (2006). Este modelo defende que a completa integração da tecnologia no âmbito educativo ocorre quando se integram três tipos de conhecimento primários: conhecimento tecnológico, conhecimento pedagógico e conhecimento disciplinar ou de conteúdos.
O PRÊMIO oferecerá espaços de encontro e intercâmbio para conhecer e aprofundar o entendimento da metodologia e o enfoque TPACK por meio de um trabalho colaborativo entre todos os inscritos dispostos a formar uma comunidade de aprendizagem.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tpack
http://blogosferamarli.blogspot.com.br/2011/04/premio-educarede-2011.html

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Módulo III – Semana 4 - Vídeo-aula 15: Produção da identidade/diferença: culturas juvenis e tecnocultura

O que é o fenômeno das culturas juvenis
  • Ser jovem é um fenômeno cultural porque é produzido por condições históricas e discursos
  • Podemos comparar o que era o jovem 12 anos de idade hoje em dia e no século XIX

Século XIX
Século XXI


 Condições históricas e discursos
  • Parcela pequena da elite na Grécia Antiga que tinha direito ao ócio (somente homens)
  • Século XVIII - isolamento do mundo das crianças e dos adultos (criação da infância
  • Com as Revoluções industriais estende-se o tempo entre fase de infância e da fase adulta para que exista tempo para formação (entrada da classe média nas escolas)
  • Crescimento do capitalismo
    • nova taxa de ingresso nas escolas 1945 a 1975
    • crescimento das mídias que cria a ideia de ser jovem
    • é formada pela mídia uma representação universal (James Jim filme Juventude Transviada)
    • Dessa forma as crianças tem acesso novamente ao mundo adulto produzindo novos comportamentos através de modos de identificação do que ele já viveu
  • Grupo de Estudos Culturais em 1960 - percebesse que existem vários tipos de jovens:
    • dependendo da sua posição geográfica, social e cultural. 
    • alguns grupos são valorizados pela mídia e outros não
    • o grupo de estudos culturais percebe os padrões de identidade: identidade dominante X identidade não dominante
    • as mídias reproduzem esta visão de atitudes e comportamentos padrões da juventude, contribuindo com a exclusão dos ditos "não padrões"
      Comportamento Jovem "Não Padrão"
      Fonte: http://meumundonaoeperfeito.blogspot.com.br 
      Comportamento Jovem "Padrão"
      Fonte: http://www.cetmabrasil.org
  • As mídias fazem pesquisas para coletar e perpetuar os padrões
    • Isso pode ensinar as escolas a fazerem o mesmo, a mapear os jovens e suas tendências para promover uma transformação nas aulas.
  • Ser jovem é uma conquista social, agora os jovens tem maior tempo de formação de grupos, de contestação dos adultos, mas ainda é uma minoria subjugada na escola, com a ideia de que ele é violento e agressivo. 
  • Suas culturas não são aceitas.
"A proposta é que se dialogue com as práticas dos jovens e com a cultura escolar, entre professores e alunos." Professora Mônica Fogaça


Tecnocultura: a cultura juvenil urbana

  • A maioria dos jovens urbanos tem por cultura o ambiente da cybercultura (internet)
  • A MTV encomendou 5 dossiês para verificar quais são os comportamento dos jovens, e descobriu a importância que tem a tecnologia na vida deles:
    • Em 1999 15% tinha celular e internet hoje mais de 90% tem esse acesso
  • Tecnologia jovens utilizam com funções específicas (quando vou usar, internet, celular, blogs, e-mail, facebook)
  • Tem também linguagens diferentes
  • Não é a tecnologia digital que faz a diferença, mas sim a tecnocultura, eles vivem lá na internet um conjunto de práticas completamente diferentes do que eles vivem aqui no mundo do lado de fora.
  • Passam a fazer parte como se fosse algo integrado ao próprio corpo
  • Novas características:
    • descaracterização do corpo
    • tempo é mais rápido na intenet
    • gera outras formas de leitura e de pensamento
    • jovens se tornaram mais inseguros com o corpo, com relações pessoais, com a violência
  • Os adultos são como se fossem seres de planetas diferentes, porque tem maneiras diferentes de se comunicar. Ele precisa conhecer as práticas desses grupos, se integrar e dialogar, produzir um espaço de ensino aprendizagens, por meio do uso da tecnoculturas.
VT exibido dia 21/8/2009, no Jornal Minas 2ª edição, no quadro Tecnocultura. Redes Sociais de Internet mostra porque o brasileiro gosta tanto de sites de relacionamento como o Twitter, Orkut, Facebook, YouTube, dentre outros. Reportagem: Ana Carla Mourão; Produção: Luciana Hübner; Edição de Textos: Rodrigo Valadares; Edição de Imagens: Jomar Silveira

 
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